Almanáará - Informativo de arte, filosofia e literatura - Desenvolvido por Adriano dos Santos, Wescley J. Gama e Théo G. Alves

 

     Informativo de arte, filosofia e literatura, edição 2, ano I

 Almanáará   Bio    Dona Sophia   Trovadores    Pantheon   Vaza-barris   Nóis   Tabernáculo

 

Almanáará.

Chegou a estação das chuvas e as primeiras sementes foram lançadas à terra. O que colhemos agora são os primeiros vivos frutos e as primeiras parcerias. Muito foi dito a respeito de nosso trabalho, opiniões de muito boa gente e de muito boa vontade. Pois sim, reafirmamos: é para você que trabalhamos. Nesta segunda edição, confirmação primeira do grito munchiano inicial, nos dedicamos um tanto mais detidamente à libido, ao prazer, ao sexo, ao culto à sagrada luxúria, trazendo um pouco mais da literatura de unhas em brasa, tanto feita em casa quanto fora: a começar pelo nosso queridíssimo Dr., o Zé Bezerra, o Gomes, figura perene em nosso Pantheon, com fragmentos do seu belíssimo Por Que Não Se Casa, Doutor?. Em seguida, Vaza-Barris, a se derramar pelo doce e sagrado erotismo, com experiências poéticas de entrepernas de alguns amigos.  No Tabernáculo, por sua vez, está um dos mais fantasiosos poetas sacanas da literatura portuguesa, escrachado Bocage. No espaço que dedicamos a Nóis, cum licença da má palava, sexo, silêncio e morte – por trás de tantos outros elementos – são o fio de Ariadne do conto A Noite de Quíron. Ainda há também um espaço dedicado ao nosso bom baião, ao nosso bom balanço, com o rei Luiz – mais importante que o XV, da França – e também os bons rapazes dos anos 90, retomando o espaço da música nordestina nessa tal de MPB – Música Porreta de Boa – na coluna Trovadores. Enquanto o companheiro Aldenir Dantas aparece para nos dar informações preciosíssimas acerca das pedras paralelas, ou paralelelas, como preferirem. É assim então que nos trazemos para esta segunda edição, transbordados de sexo e casa, de volúpia e chão.

Que seja.                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Almanáará.

Eu, filho do carbono e do Amoníaco. Monstro de escuridão e rutilância. Sofro desde a epigênese da infãncia a influência má dos signos do zodíaco. Profundíssimamente hipocondríaco, este ambiente me causa repugnância. Sobe-me à boca uma ânsia análoga a ânsia, que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme, este operário das ruínas, que o sangue podre das carnificinas come e à vida em geral declara guerra, anda a espreitar meus olhos para roêlos, e há de deixar-me apenas os cabelos, na frialdade inorgânica da terra" (Augusto dos Anjos)             

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