José Saramago - A ano da morte de Ricardo Reis

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T a b e r n á c u l o

                       por Théo G. Alves                                                                      

A responsabilidade de indicar um livro é sempre enorme e, talvez, maior e mais assustadora quando é preciso fazê-lo publicamente, ainda mais na primeira edição de nosso estimado informativo. Entre nomes como Gide, Borges, Manoel de Barros, Bandeira, Pessoa, os 3 Andrade, Caio Fernando Abreu e tantos outros, foi difícil chegar à conclusão de que o primeiro nome seria o de José Saramago. Os motivos: não é necessário mencioná-los. De tempos em tempos Portugal dá à luz grandes gênios: primeiro Camões, depois Pessoa e agora Saramago. O Ano da Morte de Ricardo Reis, publicado em 1988, é um dos mais importantes romances desse dramaturgo, poeta e romancista, que viria a ganhar o tão cobiçado Prêmio Nobel de Literatura dez anos depois, com o romance Todos os Nomes. No Ano da Morte de Ricardo Reis, a genialidade de José Saramago aparece aliada à beleza plástica e à quietude traumática do mais clássico dos heterônimos de Fernando Pessoa. A escritura de Saramago é irretocável: bem desenhada, coerente e coesa, dando uma unidade ao pensamento de Reis e Pessoa que talvez até aos próprios tenha faltado. O encontro sobrenatural entre essas duas figuras provocado por Saramago rende a esse livro alguns dos mais antológicos diálogos da literatura universal, salpicados de amores estóicos e desejos epicuristas, além de uma belíssima e bem estudada contextualização histórica, sem deixar de lado as reflexões a que Saramago sempre nos remete. Para os estudantes de Letras, admiradores de Ricardo Reis, Fernando Pessoa, de José Saramago, da literatura portuguesa e universal, esta é uma leitura imprescindível. De José Saramago leia também:

                                                     O Evangelho Segundo  Jesus Cristo (1991);

                                                     Todos os Nomes (1998)

                                                     A Caverna (2000)

 

 

Sacy-ça-Pererê

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Alô, galera do Almanáará! Gostei muito do periódico e das matérias sobre Allen Ginsberg, Hermeto Pascoal, e da música de “Nick Cave’ (não sei se é assim que escreve), que vocês traduziram. Ah! Eu só não entendi o que é que quer dizer Almanaárá, isso é chinês, não é? Fiquei muito grato por vocês publicarem o meu poeminha...Um abraço para todos, tchau! 
 
Adriano dos Santos, Currais Novos –RN 
                 adrianodossant@hotmail.com 


Quando li o jornal, pensei comigo que estava diante de uma coisa diferente e interessante. Acho que vocês estão abrindo novas portas para entrada de novos conhecimentos em nossas vidas, de novas culturas. Sem esquecer nossas raízes brasileiras, mas também sem nenhum tipo de xenofobismo radical. Obrigado por fazerem alguma coisa em prol dessa universidade à beira da morbicidade, e também por serem autênticos e realmente vivos no que escrevem. Sinto que precisamos nadar contra a correnteza. Talvez um tapinha não cause dor, mas a ignorância... 
Wescley J. Gama, Currais Novos – RN
                dawson_canada@hotmail.com 
  

Queria dar os meus parabéns ao pessoal do Almanáará por esse interessante informativo, que consegue ser bem feito sem ser piegas e ser culto sem ser bobo. Queria dirigir minhas congratulações principalmente a Adriano e Wescley, pelos textos acerca de Ginsberg e Hermeto. Sempre achei que esses informativos acadêmicos são “acadêmicos” demais, já estava na hora de substituirmos as velhas mantas de Alencar por influências de verdade. Espero que o Almanáará não caia sobre as égides do tolo academicismo nem na futilidade ingênua dos que reclamam sem razão. 
Valeu! 
Théo G. Alves, Currais Novos – RN 
                        novaoracao@hotmail.com

 

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