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Submerso ao
medo
Banho-me
Encharcado à beira da vida
Acariciando o
insondável
Entre poros
cutâneos à espera
Das
cicatrizes
Não sei se é
coragem
Ou a
inconseqüência........
Que prospecta a
tessitura do acreditar
Na face que
suponho
Estupefata ante
às marcas
Que intenta
corroer os sulcos
Onde escorregarão
as lágrimas.
Subversão injulgável
Nesta manhã faminta, de olhos cegos e
braços decepados, saio à debalde. Minhas pernas desnutridas se confundem
a raios envenenados de um outro sol apodrecido e um sorriso tuberculoso se
apodera de meus lábios blasfemadores. Sou eu na minha volúpia sádica de mim
mesmo. Mas esta manhã leprosa e aidética
ainda me joga raios quase inanimados, cheios de malárias e cânceres
políticos. Nela vejo alegre e aplausível uma
úlcera incurável de exímias conseqüências ambientais que surgira, Não por dos es
fraudulentas de aguardentes envelhecidas, mas por causa de Jejuns naturalmente bem sucedidos que não
somente causariam úlceras como também uma série de outras doenças já
consagradas. Quase não me incomodam mais algumas
lástimas-palavras que moribundos robustos me julgam entender...que são
doenças aceitas pelo ministério da saúde e que não causarão mais que duas
mil gerações desonestas sob a égide de vermes executivos e egoístas
profundamente maravilhosos. Demônios terríveis de incólume consciência
mergulhados jubilosamente numa única piscina de merda sadia. Piscina essa
fiscalizada e aprovada por especialistas da vigilância sanitária, e que
certamente acumula apenas merdas com o símbolo do inmetro. Ainda nesta manhã neuroticamente sã
estou a vagar silenciosamente por causa de um trauma hereditário que me
impossibilitou a voz. Essas boas coisas que costumo chamá-las de
maravilhas tirânicas do nascimento, onde o mundo e os mais sábios
mentirosos dele não compreendem nem pela alegria que isso me causa nem
pela amargura invulnerável que isso também nos causa, a mim e a esta manhã amável.
Miramar
|
Ó deusa das grandes
fornalhas,
Deixa cair em meus olhos
Faíscas da tua
opulência.
Cobre-me com teu vestido
amarelo,
E com teu sorriso
sarcástico
Entope as minhas veias.
Ó deusa do ventre de
ágata,
Corrói-me com teus sucos
gástricos,
Sacrifica-me como um
troiano!
Tira-me, porém, deste
solilóquio –
Não mais tolero a mim
mesmo.
Eleva-me deste abismo!
Redime meus vis
pecados!
Deixa que eu toque teu
hímen,
Que habite teus
lábios...
Antropófaga, devora-me em
ritual,
Empala-me, “vladina”, em
tuas unhas
( por um tempo infinito
).
Pois só assim terei
paz,
Só assim alcançarei tua
graça.
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